O aumento do consumo de aparelhos eletrônicos
sem a adequação das instalações elétricas, em edifícios antigos, pode estar por
trás de boa parte dos incêndios que vêm sendo registrados na cidade, na opinião
do coordenador da Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes do Conselho
Regional de Arquitetura e Agronomia do Rio (Crea-RJ), Luiz Antonio Cosenza.
Segundo o especialista, cerca de 80% das ocorrências têm origem em problemas
causados pela sobrecarga.
Com a
melhoria do poder aquisitivo, as pessoas estão comprando mais aparelhos. Em
geral, colocam filtros de linha que nem sempre são de procedência confiável
para ligá-los. Mas a fiação continua a mesma. Chega uma hora que ela não
resiste.
Cosenza
acredita que deveria haver uma legislação que previsse vistorias pelo menos a
cada cinco anos nas instalações elétricas dos edifícios construídos há mais de
15 anos. Ele teme que, com a elevação das temperaturas no verão e o maior uso
de aparelhos como o ar condicionado, os casos de incêndios provocados por
curtos-circuitos aumentem ainda mais.
— Se tem
uma parede com rachadura no apartamento, o morador pelo menos trata de melhorar
a aparência. Mas as instalações elétricas estão escondidas, ninguém vê. É raro
ver alguém se preocupar com a fiação.
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